quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sebastian Bach: Empolgado com a voz, a carreira e os shows no Brasil
O vocalista Sebastian Bach está chegando ao Brasil neste mês de abril para quatro shows. Em São Paulo, ele traz a turnê de seu mais recente álbum solo, “Kicking & Screaming”, e se apresenta nos dias 14 - já com ingressos esgotados - e 17, no Carioca Club. Porto Alegre recebe o vocalista dia 15, no Bar Opinião. Bach ainda fará um show no Metal Open Air, com a banda Rock N’ Roll All Stars, dia 21 de abril, em São Luís (MA).
Empolgado com a fase atual da carreira, o ex-Skid Row concedeu ao Território da Música uma entrevista exclusiva. Para ser fiel ao tamanho da animação do músico, cada frase teria de ser acompanhada por umas cinco ou seis exclamações. Mas isso deixaria o texto poluído, por isso, você não as verá. Mas imagine-as ao final de cada resposta.
O músico contou sobre as gravações do novo álbum, falou com orgulho sobre a própria voz e sobre os cuidados com ela - ele utiliza uma técnica de ópera italiana - e declarou uma paixão pelo novo álbum do Van Halen. O vocalista falou ainda da expectativa de voltar ao País neste mês.
O seu álbum mais recente, “Kicking & Screaming”, foi lançado há pouco tempo. Como foi o processo de composição? Você sentou com a banda para criarem juntos?
Sebastian Bach: Eu comecei com ajuda do [guitarrista] John Five, e criamos muitas coisas. Depois, eu conheci um cara chamado Nick Sterling na turnê de 2010, que me mandou um monte de demos pelo computador e eu gostei muito. Nick e eu escrevemos umas quatro músicas juntos. Então eu acho que o CD saiu muito bom, bem enérgico, divertido, do jeito que o rock ‘n’ roll deve ser.
Como surgiu a ideia de trabalhar com Bob Marlette?
SB: Bom, isso veio da gravadora, pensamos no Bob que já trabalhou com o Black Sabbath. Ele fez um ótimo trabalho, captou minha voz muito bem, o que é muito legal, eu perguntava o que ele fez: “cara, quantos botões apertou para que minha voz soasse tão legal?”. Ele dizia: “Nada, é a sua voz mesmo”. Ele dizia que era simplesmente a minha voz, mas soou tão legal, cara!
O álbum está bem hard rock. Isso foi planejado?
SB: Eu não sei. Todos os álbuns que eu faço eu só entro no estúdio e faço o que eu gosto. E acho que “Kicking & Screaming” soa muito legal, como “Youth Gone Wild”, “Monkey Business”, acabam se encaixando muito bem quando tocamos todas elas ao vivo. Todas as outras coisas que fiz ao longo de minha carreira combinam bem com as novas músicas e isso é muito importante.
Quando está gravando um disco, você busca inspiração em algum lugar, coisas novas ou antigas?
SB: Eu tento fazer com que seja o mais sentimental possível, se eu sinto com meu coração, aí eu sei que é bom. Eu não consigo cantar músicas que eu não sinta com meu coração. É muito importante para mim, acreditar na música. E eu realmente acredito nesse disco. Canções como “Wishin’”, por exemplo, tem uma letra bem triste, mas eu sinto essas emoções e eu sei que vou corresponder ao que ela pede.
Ser vocalista pode ser bem difícil, pois o seu instrumento é a sua voz e isso não é algo que se pode comprar em loja. Neste álbum, a sua voz continua soando nova. Como você cuida dela?
SB: Eu uso uma técnica de escalas. É uma escala de ópera italiana, que eu aprendi quando entrei no Skid Row. Jon Bon Jovi me indicou seu instrutor vocal, Don Lawrence, em NY, que também trabalhava com Freddie Mercury, Tony Harnell do TNT, Dee Snider, e agora trabalha com Lady Gaga, Christina Aguilera, eu o indiquei a Axl Rose. Ele ensina as escalas que fazem a sua voz soar boa todas as noites, e não de vez em quando. E isso é muito importante quando você é um vocalista de heavy metal, em turnê pelo mundo. Você precisa conseguir cantar todas as noites, o que é muito diferente de só cantar vez ou outra. Então esse é meu segredo.
É um músculo e você tem que cantar muito corretamente para fazer com que os músculos funcionem sempre. Se eu vou gravar um disco, eu me preparo por semanas, e para fazer um show, por uma semana.
Agora o segredo está revelado.
SB: Ah, não é bem um segredo (risos). É como qualquer outra coisa. Um guitarrista, baterista. Precisa treinar para ser um bom músico. É a mesma coisa. Saber como cantar direito e cuidar da voz.
O que você tem ouvido ultimamente?
SB: Eu amo o novo disco do Van Halen, “A Different Kind of Truth”. É um álbum sensacional! É tão incrível, porque soa como o velho Van Halen, como os álbuns do fim dos anos 70, início dos 80, tipo “Woman and Children”, um dos meus álbuns favoritos.
Tem uma música nesse novo disco deles, chamada “She’s The Woman”, que eu acho foda! É tão legal e pesada que me faz rir, tipo: “Meu Deus, é o Van Halen, cara!”. É tão incrível, tem muita química e eu amo esse álbum. Também gosto de “Set The World On Fire” do Black Veil Brides, mas o meu álbum favorito agora é o novo do Van Halen.
A última vez que você veio ao Brasil, estava em turnê com o Guns N’ Roses, há dois anos. Como foi sair em turnê com eles? O que achou dos shows que fez aqui?
SB: Foi sensacional! São Paulo foi a cidade onde fiz meu pior show, aliás o pior show da carreira do Skid Row. E foi também o local do meu melhor show solo, que foi com essa turnê com os Guns N’ Roses.
Então você recompensou os fãs.
SB: Os fãs fizeram isso por mim, na verdade. Eu não sabia se eles iam gostar de mim ou não, por causa do último show com o Skid Row. Então quando eu subi no palco em 2010, eu estava muito nervoso e o público estava enlouquecido, aí foi incrível! E eles estavam ao meu lado e me fizeram sentir muito bem. Por isso eu tenho um grande carinho por São Paulo, é muito especial pra mim.
Você se apresentará no Brasil neste mês. Quais são suas expectativas? A banda continua a mesma da última turnê?
SB: Vamos tocar umas novas músicas do “Kicking & Screaming”, que eu sei que os fãs gostam, e estou com a mesma banda, exceto o baixista. Estamos com Jason Christopher, ex-Stone Sour, e está tudo certo. E vai ser muito divertido.
O supergrupo Rock N’ Roll All Stars também virá para um grande show no festival Metal Open Air. O que você acha de dividir o palco com Gene Simmons, Matt Sorum, Duff McKagan e Glenn Hughes?
SB: Eu toco com o Matt e o Duff bastante em projetos paralelos, e uma coisa ótima vai ser ter Gene Simmons do Kiss no baixo, o que é inacreditável por eu ser tão fã do Kiss. É um projeto paralelo dele, e o fato de eu cantar nele é inacreditável para mim.
O que vocês vão tocar?
SB: Vamos fazer as melhores músicas de todas as nossas bandas. As melhores do Skid Row, Deep Purple com Glenn no vocal, Def Leppard, Kiss. Teremos ótimas músicas.
Vocês têm planos para gravações?
SB: Não, ainda não.
Alguma mensagem para os fãs brasileiros?
SB: Obrigado por 25 anos de rock n roll, nos vemos em breve. E avisar que tem um show de uma hora de duração, da turnê de 2010, na edição deluxe do “Kicking & Screaming”.
Fonte: Rock Online
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